MODULAÇÃO CARDÍACA PELO EXERCÍCIO FÍSICO NA PESSOA COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA – RELATO DE CASO
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insuficiência cardíaca
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Enfermagem de Reabilitação

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1.
Delgado B, Lopes I, Mendes E, Preto L, Gomes B, Novo A. MODULAÇÃO CARDÍACA PELO EXERCÍCIO FÍSICO NA PESSOA COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA – RELATO DE CASO . Rev Port Enf Reab [Internet]. 6 de Dezembro de 2019 [citado 5 de Dezembro de 2021];2(2):65-73. Disponível em: http://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/142

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Resumo

Introdução: Os doentes com insuficiência cardíaca descompensada caracterizam-se por apresentar elevada intolerância à atividade, associada a dispneia e edemas. O treino de exercício físico permite promover um aumento da tolerância ao esforço, assim como melhoria da função cardíaca.

Objetivo: Identificar sinais de modulação cardíaca e consequente melhoria da capacidade funcional após a implementação de um plano de exercício físico estruturado.

Método: Relato de caso de abordagem quantitativa. Pessoa com insuficiência cardíaca descompensada de etiologia isquémica e valvular, manifestando elevado grau de intolerância à atividade assim como descompensação hemodinâmica.

Foram avaliados parâmetros fisiológicos como FC, TA, PSE pela escala de Borg e a sua tolerância à atividade, no momento da admissão e ao longo das sessões de treino. O T6MM foi aplicado em 2 momentos distintos: ao 4º dia de internamento e à data da alta, como forma de avaliar a evolução da capacidade funcional. O doente em questão encontra-se inserido num ensaio clínico randomizado onde se pretende avaliar a eficácia e segurança do exercício físico, sendo utilizados como instrumentos de avaliação a escala de LCADL, o Índice de Barthel, assim como do T6MM.

Resultados: Verificou-se uma melhoria da capacidade funcional da pessoa, avaliada pelo teste dos 6 minutos de marcha (T1: 210m, T2: 295m), assim como uma redução da frequência cardíaca em repouso (85 bpm vs 68 bpm) e de treino (145bpm vs 94bpm). Não foram verificados eventos adversos durante as sessões de treino.

Conclusões: A intervenção implementada nesta situação clínica revelou-se segura, sendo igualmente eficaz na melhoria da capacidade funcional e modulação da frequência cardíaca em repouso e durante o treino.

https://doi.org/10.33194/rper.2019.v1.n2.02.4583
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