Prefácio e Editorial
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Ribeiro I, Martins MM. Prefácio e Editorial. Rev Port Enf Reab [Internet]. 6 de Dezembro de 2018 [citado 19 de Agosto de 2022];1(2):4-7. Disponível em: https://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/139

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Prefácio

Em 1969, o Enfermeiro José Pacheco dos Santos deu início à Sociedade Portuguesa dos Enfermeiros Especializados em Enfermagem de Reabilitação. Nove anos depois, em 20 de dezembro de 1978, esta Sociedade transforma-se na atual Associação Portuguesa dos Enfermeiros Especializados em Enfermagem de Reabilitação que este ano completa 40 anos. Foi, sem sombra de dúvida, um homem de grande visão, dando início a uma Organização que ao longo de todos estes anos se mantém ativa, sob os mesmos princípios estatutários. Merece claramente da parte de todos nós um enorme bem-haja.

A APER tem conseguido manter vivo o espírito destes profissionais, que através da sua prática, têm contribuído para que a sociedade em geral os reconheça cada vez mais, como profissionais de excelência que contribuem todos os dias para melhorar a Qualidade de Vida das pessoas.

Vivenciar estes últimos anos da APER tem sido uma experiência única!

A proximidade com enfermeiros altamente qualificados que, de uma forma voluntária, sacrificam grande parte do seu tempo e da família em favor da Associação, tem permitido levar a reabilitação a várias esferas nacionais e internacionais, deixando um património que deve ser respeitado e dinamizado. Todas as vidas são feitas de história e esta é a nossa que muito nos orgulha.

Mantendo sempre presentes os objetivos, ao longo desta meia idade, comemoramos homenageando todas os profissionais que integraram a Associação no nome dos seus Presidentes.

Criámos o Prémio Sales Luís o qual tem por objetivo reconhecer todas as iniciativas de divulgação e expansão da Enfermagem de Reabilitação. Lançámos a Revista Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação para dinamizar a evolução científica e implementámos um Repositório de Enfermagem de Reabilitação aberto a todos, para registo de trabalhos científicos.

As pessoas sempre serão o nosso maior património partilhando connosco esta viagem e brindando o mundo com as suas capacidades:

- pensar fora da “caixa”;

- identificar formas diferentes de fazer as coisas;

- transformar as ideias em algo útil e executável;

- ter uma visão para além do óbvio;

- agir pela assunção de que as oportunidades são essencialmente uma questão de escolha;

- deslocar-se e progredir em territórios não conhecidos.

Não é só a Associação que está de Parabéns, são todos os Enfermeiros de Reabilitação.

Muito Obrigado por nos ajudarem e sobretudo áqueles que mais precisam de nós.

Deixo-vos um desafio: “Somos Mais Felizes a Agir do que a Reagir” (Catalão,2014).

Até sempre!

Enf.ª Isabel Ribeiro

 

Editorial

O caminho a percorrer pelos enfermeiros, no reforço do conhecimento específico em reabilitação, exige uma grande participação na divulgação de estudos, práticas, reflexões sustentadas de forma a garantir que a enfermagem de reabilitação tem particularidades, que lhe certificam uma prática diferenciada e sustentada no conhecimento.
Em Portugal espera-se que os enfermeiros de reabilitação tenham Competências Acrescidas Diferenciadas ou seja, conhecimentos, habilidades e atitudes que dão resposta às necessidades, nos diversos domínios de intervenção, acrescentando, às competências do enfermeiro, a perícia e o desenvolvimento do conhecimento numa área de intervenção diferenciada que não colida com as competências comuns e específicas do enfermeiro especialista (Regulamento n.º 556/2017).
É importante que a compreensão do nosso papel como enfermeiro especialista não abandone as orientações para uma prática para além das execuções técnicas que exigem um conhecimento especializado como sejam: cuidar de pessoas com necessidades especiais, ao longo do ciclo de vida, em todos os contextos da prática de cuidados; capacitar a pessoa com deficiência, limitação da atividade e ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania; maximizar a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa (artigo 4 Regulamento n.º 125/2011).
Progredir sobre o conhecimento em enfermagem de reabilitação leva a um manancial de problemas sobre os quais devemos refletir ou investigar muito para além do dia a dia que vivenciamos, é um desafio onde temos que incorporar as competências comuns dos especialistas ou seja os aspetos éticos e legais, a melhoria continua (qualidade e segurança) e particularmente a gestão de cuidados, mas numa estrita relação com a reabilitação das pessoas.
Num flash sobre o curto percurso, poderíamos afirmar que é necessário estimular cada especialista de reabilitação a não se fechar em si mesmo, mas que traga a público a sua experiência de reflexão de práticas ou de pesquisa, como alguns colegas o têm feito. Neste número temos dez trabalhos publicados, onde podemos encontrar quatro áreas de impacto para a intervenção dos enfermeiros apresentando-se estudos metodológicos, estudos de grande proximidade com as doenças particularmente neurológica, cardiorrespiratória, além de trabalhos centrados nas necessidades das pessoas que necessitam de reabilitação e, por último, artigos centradas na própria profissão.
À medida que vamos lendo o que os enfermeiros de reabilitação investigam, ou se preocupam, vamos tendo a delimitação do conhecimento especializado e aproximando-nos de uma realidade onde, temos que acrescentar liderança nos casos que intervimos, uma força intensa sobre um trabalho que permita promover uma vida com sucesso nas pessoas que cuidamos, para além de intervenções técnicas que asseguram a independência e uma capacitação para sermos pares nas equipas onde trabalhamos.
Como que a mergulhar num infindável oceano que constitui as intervenções dos enfermeiros de reabilitação, vamos encontrando aqui e ali nos escritos as estratégias para intervir na pessoa com deficiência, mas também nos cuidadores e familiares, o surgir do recurso da evidência para suportar as decisões e a preocupação com a qualidade de vida dos que cuidamos.
Num desafio para cada leitor, fica a capacidade de cada um ler, para além das linhas que se apresentam nos artigos, pois são apenas um resumo do que os autores entenderam ser significativo para partilhar com todos e os revisores validaram serem ideias úteis e resultados consistentes para fazer parte do corpo da nossa revista.


PROF. DOUTORA MARIA MANUELA MARTINS

https://doi.org/10.33194/rper.2018.v1.n2.e
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