CONSULTA DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO AO DOENTE PÓS EVENTO CEREBROVASCULAR: QUE DESVIOS ENCONTRADOS AO PLANO DELINEADO À ALTA PELO ENFERMEIRO DE REABILITAÇÃO?
PDF

Descritores

Enfermagem de reabilitação
Consulta de enfermagem
AVC
Evolução clínica

Categorias

Como Citar

1.
Sá N, Oliveira A, Silva A, Brandão S. CONSULTA DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO AO DOENTE PÓS EVENTO CEREBROVASCULAR: QUE DESVIOS ENCONTRADOS AO PLANO DELINEADO À ALTA PELO ENFERMEIRO DE REABILITAÇÃO?. Rev Port Enf Reab [Internet]. 16 de Setembro de 2020 [citado 5 de Dezembro de 2021];3(1):5-13. Disponível em: http://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/108

Citações

Dimensions

Resumo

Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) constitui uma das principais causas de morbilidade e mortalidade a nível mundial, da qual resultam variados défices, quer motores, quer cognitivo-comportamentais, quer emocionais. Deste modo, a enfermagem de reabilitação assume grande importância no sentido de ajudar o doente a readquirir capacidades perdidas e tornar-se novamente independente, tendo particular importância neste processo os cuidadores informais. Porém, o trabalho do enfermeiro de reabilitação não se deve restringir à fase aguda, devendo prolongar-se ao longo do tempo, nomeadamente após o regresso ao domicílio, quando os problemas relacionados com um grau de dependência superior surgem.

Objetivo: Analisar os desvios ao plano definido à alta pelo enfermeiro de reabilitação;

Método: Estudo quantitativo, exploratório, descritivo e retrospetivo, tendo sido incluídos 339 doentes.

Resultados: Os doentes têm uma idade média de 71 anos, são predominantemente do género masculino e o evento vascular predominante foi o AVC isquémico. A maioria dos doentes apresentou melhoria funcional e motora após a alta. Vários problemas foram identificados na consulta e foram adotadas medidas corretivas dos mesmos, prevenindo o seu agravamento e potenciando correções futuras. Estabeleceram-se relações estatisticamente significativas entre o grau de dependência e a institucionalização dos doentes, bem como entre as alterações cognitivas e o grau de dependência.

Conclusão: Os resultados deixaram claro que, mesmo após a alta os doentes com AVC necessitam de apoio, suporte, orientação, ensinos e treino para melhorar os resultados e prevenir complicações. Daí que, o trabalho do enfermeiro de reabilitação deve alargar-se para além da alta do doente com AVC, perspetivando o futuro com maior segurança.

https://doi.org/10.33194/10.33194/rper.2020.v3.n1.1.4579
PDF

REFERÊNCIAS

Organização Mundial da Saúde. Manual STEPS de Acidentes Vascular Cerebrais da OMS: enfoque passo a passo para a vigilância de acidentes vascular cerebrais. Genebra, Organização Mundial da Saúde. 2016.

Norrving B, Barrick J, Davalos A, Dichgans M, Cordonnier C, Guekht A, Kutluk K, Mikulik R, Wardlaw J, Richard E, Nabavi D. Action plan for stroke in Europe 2018–2030. Eur Stroke J. 2018 Dec;3(4):309-36.

Instituto Nacional de Estatística (INE). Causas de morte 2017. Lisboa. 2019

World Federation of Neurology. Dia Mundial do Cérebro 2017 dedicado ao AVC. Available from: https://www.wfneurology.org/2017-07-17-wfn-spn-wbd. Acedido em 10/06/2019.

Silva DL, Barreiros C, Maia R, Miranda I, et al. Disfagia no acidente vascular cerebral: realidade de uma unidade de AVC (p.15). 18º Congresso do Núcleo de Estudos da doença vascular cerebral. Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. 2017. [cited 2019 Jun 2] Available from: https://www.spmi.pt/pdf/NEDVC_17congresso_suplemento.pdf

The Atlas of Heart Disease and Stroke: World Health Organization. [cited 2019 Jun 2] Available from: http://www.who.int.

O'Brien JT, Erkinjuntti T, Reisberg B, Roman G, Sawada T, Pantoni L, et al. Vascular cognitive impairment. Lancet Neurol. 2003 Feb;2(2):89-98. PubMed PMID: 12849265.

Laver KE, George S, Thomas S, Deutsch JE. Crotty MVirtual reality for stroke rehabilitation Virtual reality for stroke rehabilitation. Cochrane Database Syst Rev, Issue 2. 2015. Art. No.: CD008349. DOI: 10.1002/14651858.CD008349.pub3.

Ribeiro AC. Benefícios da Intervenção da Enfermagem de Reabilitação na Minimização da Sobrecarga do Cuidador Informal do doente com Acidente Vascular Cerebral. 2013. Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Tese de Mestrado. Lisboa.

Saposnik, G, Cohen LG, Mamdani M, Pooyania S, Ploughman M, Cheung D et al. Efficacy and safety of non-immersive virtual reality exercising in stroke rehabilitation (EVREST): a randomised, multicentre, single-blind, controlled trial. Lancet Neurol. 2016. v. 15, 10, p.1019-1027.

Pereira IC. Regresso a casa: Estrutura da acção de Enfermagem. Lisboa. 2013. Universidade Católica Editora.

Araújo F, Ribeiro JLP, Oliveira A, Pinto C. Validação do Índice de Barthel numa amostra de idosos não institucionalizados. Rev Port Saúde Pública. 2007. 25(2), 59-66.

Quinn TJ, Dawson J, Walters M. Dr John Rankin: His life, legacy and the 50th anniversary of the Rankin stroke scale. Scott Med J. 2008. 53(1), 44-47.

Brott T, Adams HP, Olinger CP, Marler JR, Barsan WG, Biller J, et al. Measurements of acute cerebral infarction: a clinical examination scale. Stroke 20. 1989. 864-70.

Caneda MA, Fernandes JG, Almeida AG, Mugnol FE. Confiabilidade de escalas de comprometimento neurológico em pacientes com acidente vascular cerebral. Arq. Neuropsiquiatr. 2006. 64(3-A);:690-697

Campos TF, Dantas AA, Melo LP, Oliveira DC: Grau neurológico e funcionalidade de pacientes crónicos com acidente vascular cerebral: implicações para a prática clínica. Arq. Ciên. Saúde. 2014. 21(1). 28-33.

John, J., & Beger, L. (2015). Using the gugging swallowing screen (GUSS) for dysphagia screening in acute stroke patients. J Contin Educ Nurs, 46(3), 103–104. doi:10.3928/00220124-20150220-12

Upton G, Cook I. A dictionary of statistics. 2nd ed. Oxford: Oxford University Press. 2008.

DGS–Direcção de Serviços e Planeamento, Unidades de AVC. 2001. Lisboa. Direcção Geral de Saúde.

Pereira RA, Santos EB, Fhon JRS, Marques S, Rodrigues RAP. Burden on caregivers of elderly victims of cerebrovascular accident. Rev Esc Enferm USP. 2013. 47(1):182-8.

Caro CC, Mendes PVB, Costa JD, Nock LJ, Cruz DMC. Independence and cognition post-stroke and its relationship to burden and quality of life of Family caregivers. Topics Stroke Rehabil. 2017. 24(3):194-9.

Appelros P, Stegmayr B, Terént A. Sex Differences in Stroke Epidemiology. A Systematic Review. Stroke. 2009. 40,1082-1090

Feigin VL, Lawes CM, Bennett DA, Anderson CS. Stroke epidemiology: a review of population-based studies of incidence, prevalence, and case-fatality in the late 20th century. Lancet Neurol. 2003. 2(1):43-53

Sacco RL, Kasner SE, Broderick JP, Caplan LR, Connors JJ, Culebras A, Elkind MS, George MG, Hamdan AD, Higashida RT, Hoh BL, Janis LS, Kase CS, Kleindorfer DO, Lee JM, Moseley ME, Peterson ED, Turan TN, Valderrama AL, Vinters HV; American Heart Association Stroke Council, Council on Cardiovascular Surgery and Anesthesia; Council on Cardiovascular Radiology and Intervention; Council on Cardiovascular and Stroke Nursing; Council on Epidemiology and Prevention; Council on Peripheral Vascular Disease; Council on Nutrition, Physical Activity and Metabolism. An Updated Definition of Stroke for the 21st Century: A Statement for Healthcare Professionals From the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke. 2013. 44(7):2064-89.

Nascimento K, Chavaglia S, Pires P, Ribeiro S, Marbosa M. Desfechos clínicos de pacientes com acidente vascular cerebral isquémico após terapia trombolítica. Acta Paul Enferm. 2016. 26(6):650-7

Nunes H, Funcionalidade e qualidade de vida em doentes vítimas de acidente vascular cerebral isquémico: estudo da influência do período de tempo decorrido entre alta clínica e saída efectiva, e do encaminhamento pós-hospitalar. Setembro. 2016. [cited 2019 Jun 2] Available from: https://eg.uc.pt/handle/10316/32230

Martino R, Foley N, Bhogal S, Diamant N, Speechley M, Teasell R. Dysphagia after stroke: incidence, diagnosis, and pulmonary complications. Stroke. 2005. 36(12), 2756-63.

Heruti RJ, Lusky A, Dankner R, Ring H, Dolgopiat M, Barell V, Levenkrohn S, Adunsky A. Rehabilitation outcome of elderly patients after a first stroke: effect of cognitive status at admission on the functional outcome. Arch Phys Med Rehabil. 2002 Jun 1;83(6):742-9.

Zwecker M, Levenkrohn S, Fleisig Y, Zeilig G, Ohry A, Adunsky A. Mini-Mental State Examination, cognitive FIM instrument, and the Loewenstein Occupational Therapy Cognitive Assessment: relation to functional outcome of stroke patients. Arch Phys Med Rehabil. 2002 Mar 1;83(3):342-5.

Creative Commons License

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0.

Direitos de Autor (c) 2020 Revista Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação

Downloads

Não há dados estatísticos.
230 visualizações

eISSN: 2184-3023 | pISSN: 2184-965X         Identificadores:   Crossref logo   Crossref logo      Revisores:    

Indexado em: