MOBILIZAÇÃO PRECOCE DE DOENTES NA UNIDADE CUIDADOS INTENSIVOS: CONTRIBUTO PARA A ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO. UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
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Deambulação Precoce
Mobilização Precoce
Mobilidade precoce
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Cuidados Intensivos

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1.
Reis S, Mendes Castro ER, Pimenta Carvalho SI, Ferreira Carvalho SZ, Fernandes CS, Ferreira Pereira Silva Martins MM. MOBILIZAÇÃO PRECOCE DE DOENTES NA UNIDADE CUIDADOS INTENSIVOS: CONTRIBUTO PARA A ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO. UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA. Rev Port Enf Reab [Internet]. 30 de Junho de 2021 [citado 5 de Dezembro de 2021];4(1):23-30. Disponível em: https://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/151

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Introdução: A mobilização precoce é uma técnica, que pode facilitar a realização dos autocuidados, promovendo ganhos em força muscular e um aumento do grau de independência, reduzindo consequentemente, o tempo de internamento assim como, os custos inerentes a ele.

Objetivos: Identificar através de um estudo de revisão sistemática da literatura os benefícios da mobilização precoce em doentes de cuidados intensivos.

Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura baseada na metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute. A pesquisa foi realizada nas bases de dados MedLine®, CINAHL®, PubMed ® considerando como critérios de inclusão estudos publicados nos últimos 10 anos. Foram utilizados os instrumentos da JBI para avaliação metodológica dos estudos.

Resultados: Foram incluídos 5 estudos, de um total de 160 artigos identificados A inatividade prolongada leva a inúmeras complicações, nomeadamente cognitivas, funcionais e emocionais, que através da mobilização precoce podem ser minimizadas e/ou evitadas.

Conclusão: Através da análise dos artigos verificamos que a mobilização precoce reduz o tempo de internamento e evita complicações e permite ganhos em saúde. Contudo, foram identificadas algumas barreiras tais como a carga de trabalho dos enfermeiros, a pouca clareza quanto à responsabilidade da mobilização, os riscos de lesões da equipa, a motivação do doente e a participação da família que fragilizam a mobilização precoce.

https://doi.org/10.33194/rper.2021.v4.n1.151
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