A Intervenção dos Enfermeiros de Reabilitação na Pessoa com Síndrome de Pusher
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Palavras-chave

Equilíbrio Postural
Reabilitação Neurológica
Acidente Vascular Cerebral
Limitação da Mobilidade

Como Citar

1.
Novo A, Cavadas B, Teles C, Sousa R, Costa T, Ribeiro O. A Intervenção dos Enfermeiros de Reabilitação na Pessoa com Síndrome de Pusher: Revisão Integrativa. Rev Port Enf Reab [Internet]. 12 de Março de 2022 [citado 5 de Março de 2024];5(2). Disponível em: https://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/209

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Resumo

Introdução: A síndrome de pusher é uma perturbação postural pouco conhecida, mas relativamente frequente. Verifica-se quando os doentes sentados ou em posição ortostática utilizam os membros não paréticos para empurrar (push) no sentido do lado parético, o que resulta numa postura inclinada, resistindo com o lado não parético a qualquer tentativa de correção postural. Esta condição é um desafio para os Enfermeiros de Reabilitação. O objetivo deste estudo é identificar as estratégias a utilizar nos cuidados de Enfermagem de Reabilitação à pessoa com síndrome de pusher após AVC.

Metodologia: Revisão integrativa da literatura, com síntese narrativa de 9 artigos resultantes da pesquisa na Medline e Web of Science.

Resultados: As estratégias definidas para capacitar a pessoa com síndrome de pusher passam por orientar a pessoa no sentido da sua linha média, recorrendo a estratégias de feedback visual. Treinos de equilíbrio, exercícios de facilitação cruzada e de alternância de peso, treinos de levantar/sentar com transferência de peso para o lado não afetado e treinos de transferência com orientação verbal e auxílio de profissionais, em ambos os lados, demonstram-se fundamentais. O espelho é um recurso frequente nos estudos analisados.

Conclusão: Existe escassa evidência sobre as estratégias a utilizar na pessoa com síndrome de pusher. O uso de instrumentos de avaliação permitem caracterizar a perturbação postural, sendo determinante no planeamento dos cuidados. A colocação de espelho quadriculado nas enfermarias e/ou casas de banho das unidades/serviços constitui um recurso fundamental.

https://doi.org/10.33194/rper.2022.209
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