Impacte de um programa de exercício físico (ERIC) em contexto de internamento no doente com Insuficiência Cardíaca Descompensada – estudo preliminar
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Exercício
insuficiência cardíaca
segurança
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Enfermagem de Reabilitação

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1.
Delgado B, Lopes I, Mendes E, Gomes B, Novo A, Preto L. Impacte de um programa de exercício físico (ERIC) em contexto de internamento no doente com Insuficiência Cardíaca Descompensada – estudo preliminar. Rev Port Enf Reab [Internet]. 6 de Dezembro de 2018 [citado 8 de Dezembro de 2022];1(2):20-5. Disponível em: https://rper.aper.pt/index.php/rper/article/view/88

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Resumo

Introdução: A insuficiência cardíaca (IC) acarreta limitação nas atividades da vida diária e consequente perda de autonomia funcional e instrumental. Representa um dos problemas de saúde mais preocupantes devido ao seu impacte económico significativo.

Objetivo: Identificar o impacte de um programa de exercício físico nos doentes com IC em fase de compensação em contexto hospitalar.

Métodos: Foi implementado um estudo exploratório retrospectivo no qual participaram vinte doentes que realizaram um mínimo de 3 sessões do programa ERIC. Os sinais vitais, monitorização do ECG e da perceção subjetiva de esforço (PSE) foram avaliados antes e depois de cada sessão de treino, bem como escala LCADL e os parâmetros do exercício (número de voltas na pedaleira, o número de metros caminhados no corredor e número de degraus percorridos). O estudo apresentado decorreu num período de 3 meses.

Resultados: Os doentes (idade média de 64 anos) apresentaram uma variação positiva nos parâmetros de desempenho do exercício, uma variação negativa na escala LCADL (29,9-20,9) e PSE após o exercício (4,85-3,82), o que significa que melhoram a sua capacidade funcional ao longo do programa. Nenhum dos odentes apresentou eventos adversos ou treinou fora do intervalo de frequência cardíaca de segurança (valor médio de 11,2 bpm a 12,9 bpm).

Conclusões: O programa ERIC demonstra segurança e melhoria da Capacidade Funcional do doente, com base na análise estatística desta amostra, Estes resultados permitem-nos inferir que o exercício poderá ser um recurso efetivo para o tratamento coadjuvante de doentes admitidos com insuficiência cardíaca descompensada. Contudo, serão necessários mais estudos com amostras maiores e com desenho do tipo randomizado.

https://doi.org/10.33194/rper.2018.v1.n2.02.4405
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